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07/06/2018

Logística: a crise deve nos provocar à reinvenção

 Nunca foi tão evidente a dependência do Brasil quando se trata de sistema de transporte rodoviário. O que observamos durante a greve dos caminhoneiros nas últimas semanas foi, na verdade, consequência da falta de infraestrutura e investimento ao sistema. Investimentos em transporte alternativo foram iniciados por Barão de Mauá, mas muito pouco se fez no século XX. "O Brasil, nos últimos 20 anos, investiu muito pouco, temos uma deficiência em infraestrutura enorme, e a infraestrutura que está instalada hoje é precária, escassa", explica Carla Abrão sócia da Oliver Wyman.

De acordo com estudo realizado pela Fundação Dom Cabral, os fatores que mais prejudicam a  logística para as empresas hoje são a falta de estrutura de apoio nas estradas e as restrições de circulação de veículos de carga. Para o professor Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da FDC esses desafios poderiam ser solucionados a médio prazo com aumento da malha ferroviária e com novas concessão de rodovias, principalmente na Região sul do País, onde há malha mais propícia para ser explorada pelo setor privado.

Outra alternativa que vem chamando atenção são caminhões Elétricos, na liderança da indústria elétrica está Elon Musk, CEO da Tesla que e Novembro do ano passado anunciou o Tesla Semi, caminhão totalmente elétrico que tem como função piloto automático e a promessa de reduzir custos logísticos. Segundo o próprio Elon, o Tesla Semi será um caminhão que se pagará em dois anos de uso, em média, tornando uma ótima opção rentável a médio e longo prazo para empresas. Isso levanta a incógnita de quanto tempo levaríamos para trocar caminhões a combustão por caminhões elétricos.  De acordo com Presidente da Mercedes Brasil e da América Latina, Philipp Schiemer, “O carro elétrico já é uma realidade e vai ser o futuro. Mas não vai mudar do carro de combustão normal para o elétrico de hoje para amanhã. Essa transição vai demorar décadas”.

Além disso a situação atual nos faz pôr em cheque a relação da terceirização do setor logístico. De um lado temos a simplicidade de rotinas e tarefas quando terceirizamos, por outro podemos reduzir a estrutura de custos. Quando analisamos essa questão é importante saber se o percurso estabelecido pelo terceirizado consegue ser mais eficiente, além de entregar no prazo e com suas características totalmente preservadas.

É necessário atuar mesmo tendo como recurso um sistema precário, e para contornar as péssimas estradas é necessário muitos ajustes além do investimento na infraestrutura que melhoraria a condição da atuação e trabalho. Mesmo assim existem outros pontos que podem ajudar, como a Inovação com caminhões elétricos ou a tomada de decisão de abandonar a terceirização, o fato é que mudar sendo esse processo feito com muita análise e segurança, o ideal é que sua estratégia de logística esteja alinhada com seu Planejamento Estratégico, contendo os indicadores certos para medir os resultados e o impacto da mudanças em suas contas.

Para isso a SISEN associada da Fundação Dom Cabral, tem programas que lhe ajudará a planejar sua empresa e médio e longo prazo, ajudando na redução dos custos logísticos que impactam diretamente na evolução do seu negócio. Entre já em contato e saiba mais.



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