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31/10/2017

Índice de Competitividade é um grande aliado da Gestão.

SISEN: O que a participação da FDC no Índice de Competitividade Mundial, sendo responsável pela aplicação da pesquisa no Brasil, nos traz como conhecimento?

ARRUDA: A competitividade, vista como as condições que o ambiente propicia para o sucesso das empresas que operam naquele local, é muito menos o resultado e muito mais as condições, é menos o jogo e mais o treino.Isso envolve questões Macro, como o custo do dinheiro, o sistema tributário, as legislações em geral, facilidade ou dificuldade de obter licenças para construir, exportar, entre outras, e que envolve também as condições que o País oferece do ponto de vista do ambiente político – corrupção, transparência, segurança pública, judiciário etc. 

Mas esse é apenas um lado da moeda.  O outro lado são as condições que as próprias empresas e os profissionais criam dentro do próprio contexto em que atuam. É uma análise de adequação das cadeias produtivas. Se as empresas de determinado segmento operam dentro de custos e condições adequadas. É da combinação dos fatores macro e micro - os investimentos que os empresários fazem em capacitação de pessoal, aquisições de novas tecnologias, investimentos em novos produtos, serviços e negócios  que criam de fato um ambiente competitivo.

S: Como você vê a competitividade no Brasil?

A: No Brasil, temos mais qualidade competitiva no ambiente empresarial do que no ambiente macro, onde distorce a teoria que diz que primeiro se cria um ambiente macro favorável para que o ambiente micro possa se estruturar aproveitando essas condições. Mas, alguns Países do mundo fazem alguns especialistas pensarem: “Será que não dá pra inverter essa ordem teórica? Será que um País poderia ser melhorado através do ambiente empresarial?”

Não é algo tão simples, qualquer que seja a atividade, uma série de recursos são dependentes dos fatores do macro ambiente.  As grandes empresas, como exemplo a EMBRAER, que precisam de engenheiros qualificados de forma mais intensiva, capacita seus funcionários. E capacitação/ treinamento seria um fator provido pelo macro ambiente, sendo muitas vezes deficitário. É ai que as empresas se diferenciam. As pequenas e médias empresas deveriam ter a visão das grandes, saindo da passividade e dependência do macro ambiente em alguns aspectos, e tomar inciativa, desenvolver pessoas, atuar onde há déficit para que o ambiente micro seja uma potente impulsionadora transformadora do ambiente competitivo.

A melhoria da competitividade é papel de todos e as empresas tem possibilidade de contribuir com educação, gestão, investimento na inovação e em transformação. Ou seja, ser melhor para minha cadeia do que eu sou e assim contribuir para o ambiente competitivo em que está.

S: O desafio da SISEN está em levar conhecimento e apoio às PME’s do Estado do Rio. O que pode ser realizado no âmbito das PME’s para que contribuam com a competitividade no Brasil?

 A: Sabe-se que a falta de recursos e o tempo vai contra a essa movimentação das pequenas e médias empresas. A associação das organizações da cadeia pode ser uma saída para melhoria conjunta do ambiente competitivo. Existe um problema: falta recursos, conhecimento e tempo, mas a liderança é o que alavanca a mudança e, fundamentalmente, existe a falta de lideranças transformadoras nas pequenas e médias empresas. É papel também das pequenas e médias organizações chamar para si a responsabilidade de transformar o ambiente, começando dentro delas, muito mais do que olhar pro ambiente macro e responsabilizá-lo pela falta de recursos. É de dentro das organizações que vem a mudança e a força de transformar o ambiente em que vivem.

Proponho à pequena e à média empresa a formação de liderança transformadora. Temos vários exemplos no Brasil de pessoas sem recursos, sem tempo, mas com vontade de mudar o ambiente em que vivem. O que eu posso fazer pra suprir uma deficiência do mercado que estou? A quem posso recorrer pra me auxiliar nesse movimento? É isso que fazem as coisas acontecerem.

O primeiro passo após a transformação da liderança é o desejo de transformar e acreditar que “eu posso fazer, se não eu desisto e não faço o que tenho que fazer”. A transformação começa quando eu percebo que posso mudar e o contexto em que se está vai contribuir para a mudança. Olhar o futuro, olhar as possibilidades. O segundo passo é olhar pra isso tudo e pensar: “Como faço isso acontecer?” Ai vem o investimento de tempo e de recursos.  E essa movimentação cria automaticamente o terceiro momento, que é a criação de empregos, geração de renda, inclusão. Se os dois primeiros passos forem bem consistentes, o último estágio – a produtividade – trará os resultados que se planejou no início do processo, e findará na inovação que é um dos principais fatores da competitividade, tendo maior chance de ser sustentável. Vale a pena investir no Brasil, temos muitas oportunidades de construir um ambiente favorável e apesar das crises, temos um potencial transformador muito interessante.

S: Qual seria sua mensagem final para os empresários do Rio de Janeiro?

A: Tomando como foco o Rio de Janeiro, analisa-se que iniciou esse ciclo: O Rio acreditou, as pessoas estavam fazendo apostas no Estado e de repente tudo se perdeu. O que o Rio precisa é de pessoas que acreditem novamente e que tenham uma agenda de compromisso, para retomar o que se iniciou há 5 anos atrás, agora de modo sustentável. É preciso encontrar o ponto de convergência e voltar a trabalhar a auto estima e juntar esforços pra fazer as coisas acontecerem. A recuperação pode ser lenta mas a capacidade das empresas cariocas pode dar um novo rumo a essa história.

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